NewsletterJulho 2026

Reformar é descobrir o que uma casa ainda pode ser.

Nem toda transformação começa do zero.

Pátio de casa com parede de tijolo branco, grande porta de vidro com esquadria preta, agave e canteiro de plantas sobre piso de ladrilho hidráulico

Às vezes, ela começa em uma casa que já não acompanha a rotina de quem vive ali. Em uma fachada sem identidade. Em uma cozinha que precisa se abrir — ou se fechar. Em espaços escuros, fluxos interrompidos, desejos que ainda não encontraram forma.

Reformar é olhar para o existente com atenção: entender suas limitações, reconhecer suas potências e imaginar novas formas de habitar a partir delas.

Na Arkitito, cada intervenção parte dessa leitura. Da arquitetura que já está ali, da paisagem ao redor e, principalmente, das pessoas que vão viver aqueles espaços todos os dias.

Casa Caminha
Uma nova relação com a rua, a praça e o cotidiano.

Fachada de casa com janela de esquadria escura refletindo árvores e escada laranja vista através do vidro, com jardim ao pé Vista da rua da fachada em tom terracota da casa, com portão e esquadrias na mesma cor

Em frente a uma praça, uma residência dos anos 1970 encontrou uma nova identidade sem perder sua presença no bairro.

A reforma reorganizou os ambientes e redesenhou a relação entre interior e exterior. As aberturas passaram a acompanhar o programa da casa, aproximando os espaços da rua sem abrir mão da privacidade. A fachada ganhou uma nova composição, marcada por volumes, materiais e uma paleta de tons quentes que cria presença sem excessos.

Ambiente integrado com bancada e banquetas de madeira em frente à cozinha verde e sala de estar com poltronas, tapete e piano ao fundo

No interior, a cor entra como elemento espacial. A escada em laranja intenso deixa de ser apenas circulação e se transforma em percurso; os verdes, os tons terrosos e a materialidade constroem atmosferas diferentes ao longo da casa.

Cozinha com armários verdes e superiores de madeira, bancada branca e quatro banquetas de madeira Geladeira inox junto à parede verde, com a escada laranja ao fundo Escada laranja em destaque, com guarda-corpo de vidro e jardim ao fundo

Varanda, pátio interno e rooftop ampliam os espaços de permanência. No topo, a copa das árvores e a praça passam a fazer parte da experiência cotidiana.

Reformar, aqui, foi devolver identidade à casa e aproximá-la da cidade ao redor.

Fotos: @deiasoares.foto

Casa Blanca
Mais luz, mais fluidez, mais espaço para uma família de seis.

Sala de jantar com mesa e cadeiras verdes, cortinas claras, plantas e coluna de concreto, com cozinha verde ao fundo

Na Casa Blanca, o desejo era simples: viver a luz do dia.

A reforma partiu dessa intenção para transformar a espacialidade da casa. O piso térreo foi escavado para ganhar pé-direito; os ambientes foram reorganizados; e a cozinha passou a funcionar como um espaço flexível, aberto à convivência ou recolhido quando a rotina pede mais silêncio.

Cozinha ampla com coluna de concreto redonda, marcenaria verde-provençal, ilha de madeira com banquetas e grandes esquadrias pretas

As portas de correr generosas permitem integrar ou separar os ambientes. A solução acompanha os diferentes ritmos de uma família grande, criando uma casa mais fluida, mas também capaz de acolher momentos individuais.

A materialidade reforça essa atmosfera: tijolinho branco, madeira, porcelanato e luz natural atravessando os espaços. Na cozinha, o verde provençal — pedido do casal — dá personalidade ao centro da casa e transforma uma escolha afetiva em elemento de projeto.

Cozinha verde com ilha, banquetas, pendentes e geladeira ao fundo, junto à coluna de concreto Pátio de tijolo branco com poltronas de palhinha, almofadas listradas e vasos de plantas Cozinha verde com ilha de madeira e nichos vermelhos, pendentes escuros e fornos embutidos

Com cinco suítes, novos percursos e áreas de estar mais generosas, a Casa Blanca cresceu para receber a família inteira.

Reformar, aqui, foi abrir a casa para a luz e para uma vida em comum mais generosa.

Fotos: @carolina.lacaz

O existente não é um limite.

Entre preservar e remover, abrir e proteger, integrar e criar pausas, toda reforma é uma oportunidade de criar uma casa que responda melhor à vida que acontece dentro dela.

A arquitetura não apaga o que já existia. Ela encontra novas possibilidades a partir disso. Sua casa também pode começar de novo.